RACHA PARTE 2; Rachadura no grupo Martins fica cada vez mais evidente nos bastidores da política de Bequimão
- FOLHA DE BEQUIMÃO

- há 1 dia
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Os bastidores da política de Bequimão estão cada vez mais agitados e os sinais de divisão dentro do grupo Martins já não conseguem mais ser escondidos. O que antes era tratado apenas como especulação, agora começa a ganhar contornos mais claros com as movimentações das principais lideranças do grupo.
A possível pré-candidatura do ex-prefeito João Martins - filho biológico do saudoso Juca Martins - a deputado federal, com apoio do pré-candidato ao Senado Simplício Araújo, expôs ainda mais as divergências internas e reforçou a percepção de que o grupo político que dominou a cena local por anos atravessa um momento de forte desgaste.
Nos bastidores, a avaliação é de que o grupo já não fala a mesma língua. Lideranças que antes caminhavam juntas agora seguem direções diferentes, numa disputa silenciosa por espaço e influência. O cenário aponta para a formação de pelo menos três frentes políticas distintas, todas buscando protagonismo para as eleições de 2026.
O prefeito Zé Martins, que durante muito tempo foi visto como o principal articulador do grupo, já não demonstraria a mesma capacidade de unificar aliados. Um dos exemplos mais comentados é a posição de Robson Cheira, que deve apoiar candidatos diferentes daqueles defendidos pelo prefeito, evidenciando que nem todos estão mais dispostos a seguir suas orientações políticas.
A situação fica ainda mais delicada diante da possível candidatura de João Martins à Câmara Federal. A grande pergunta que circula nas rodas de conversa é: Zé Martins vai apoiar o próprio irmão ou repetirá o que aconteceu no passado?
Muitos ainda lembram que, quando João Martins tentou disputar sua reeleição para prefeito, não recebeu o apoio político esperado de Zé Martins. Na época, prevaleceu o discurso de que o atual prefeito possuía maior força eleitoral e capacidade de liderança. Agora, o jogo é outro e a dúvida é se João encontrará no irmão um aliado ou apenas mais um obstáculo em seu caminho.
Para observadores da política local, o grupo Martins vive um dos momentos mais turbulentos de sua história recente. O desgaste interno, as disputas por espaço e a falta de alinhamento entre suas principais lideranças podem transformar a eleição de 2026 em um verdadeiro teste de sobrevivência política.
Uma coisa é certa: a aparente tranquilidade do grupo não convence mais ninguém. Em Bequimão, a disputa já começou, e os próximos capítulos prometem revelar até onde vai a divisão entre aqueles que, até pouco tempo atrás, se apresentavam como um bloco unido.




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