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INSS Descontado e Não Repassado: Prefeitura de Bequimão Está Prestes a Pagar uma Dívida milionária

  • Foto do escritor: FOLHA DE BEQUIMÃO
    FOLHA DE BEQUIMÃO
  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

Mais um problema grave envolvendo a gestão do prefeito Zé Martins veio à tona e está causando revolta entre servidores e moradores de Bequimão. Um processo que tramita na Justiça Federal revela que a prefeitura deixou de repassar ao INSS valores descontados diretamente dos contracheques dos servidores municipais. Agora, a conta chegou — e pode custar caro para os cofres públicos.


Segundo informações do processo que tramita na 4ª Vara Federal de Execução Fiscal, o município poderá ser obrigado a pagar aproximadamente R$ 1,7 milhão à Fazenda Nacional por conta da dívida acumulada. O caso levanta questionamentos graves sobre a forma como o dinheiro do trabalhador vem sendo administrado pela atual gestão.


O mais revoltante para muitos servidores é que o desconto do INSS era feito normalmente nos salários, mas o valor não teria sido repassado à instituição competente. Ou seja, o dinheiro saiu do bolso do trabalhador, mas não chegou ao destino correto. O resultado disso é uma dívida que cresceu ao longo do tempo e virou uma verdadeira bola de neve financeira.

Mas o escândalo não para por aí.


O processo também expõe uma série de falhas consideradas básicas na defesa da prefeitura. De acordo com os autos, a gestão perdeu prazos importantes dentro da ação judicial, o que deixou o município praticamente sem defesa diante da cobrança milionária. Na prática, a prefeitura viu o processo avançar sem apresentar reação eficiente, demonstrando despreparo e falta de organização jurídica.


A própria Procuradoria do Município admitiu à Justiça que a prefeitura não possui capacidade financeira para arcar com a dívida e que depende quase exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para sobreviver. A declaração caiu como uma bomba e reforça a sensação de crise administrativa em Bequimão.


Enquanto nas redes sociais a gestão tenta passar uma imagem de desenvolvimento e progresso, nos bastidores da Justiça o cenário parece bem diferente. O próprio município reconheceu no processo que a situação financeira compromete serviços essenciais e dificulta melhorias para a população.


E quem acaba pagando essa conta, mais uma vez, é o povo.


O valor milionário que agora poderá ser retirado dos cofres públicos poderia estar sendo investido em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e assistência social. Em vez disso, o município corre o risco de perder recursos por conta de erros administrativos, falta de planejamento e possíveis irresponsabilidades na gestão do dinheiro público.


O silêncio do prefeito diante do caso também chama atenção. Até agora, a população segue sem respostas claras sobre como a dívida foi criada, quem são os responsáveis e quais medidas serão tomadas para evitar ainda mais prejuízos ao município.


A situação gera indignação e aumenta a cobrança por transparência, responsabilidade e competência na administração pública de Bequimão.


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